humanidade em busca da felicidade.(Charles Chaplin, em frase no início do filme)
Ensaio Crítico
Tempos Modernos, de Charles Chaplin, produzido nos Estados Unidos em 1936, é o retrato da sociedade capitalista da Europa constituída apartir do século XVIII, mais precisamente, após a primeira Revolução Industrial iniciada na Inglaterra.
Desta forma o filme busca fazer uma crítica bem humorada das relações de trabalho e da exploração, do homem pelo homem constituído na sociedade capitalista. No filme o contraponto ao pensamento capitalista está nas idéias socialistas, presentes nas atitudes dos funcionários, nas greves e principalmente na esteira de produção. Bem como na situação do operário que trabalha muito para fabricar um automóvel, mas o dinheiro que ele ganha no final do mês, não é suficiente para que ele possa, também, comprar um automóvel.
Assim o filme retrata a classe trabalhadora (o proletariado, segundo a teoria marxista) e aos burgueses (donos dos meios de produção) que “exploravam” essa mão-de-obra que trabalhava muito para aumentar a produtividade das empresas. Com cargas horárias extensas, condições de trabalho subumanas, e o compromisso de estarem produzindo, cada vez mais. Constituem o cenário que Chaplin irá criticar no seu filme que tornou – se um dos maiores clássicos da história do cinema.
Busco com este ensaio fazer uma reflexão sobre a sociedade que Chaplin tentou retratar nos anos 1930 e a sociedade que temos hoje, pois ainda vivemos um processo de constante exploração do homem pelo homem. Para isso utilizo o pensamento marxista e com ele busco explicar o papel do trabalhador na sociedade do capital. [...]
[...] Por fim, gostaria de salientar que a luta por melhores salários, por melhores condições de trabalho, e por uma carga horária menor, sempre foram uma constante reivindicação iniciada com a Revolução Industrial e aprofundada com as inúmeras revoluções que o capitalismo já sofreu. Acredito que hoje estamos diante de uma nova revolução industrial, baseada no processo tecnológico no qual o bem mais precioso chama-se informação, desta forma a exploração não é apenas da força física do trabalhador, mas também da sua produção intelectual, constituindo com isso um novo modelo de mais – valia que eu não sei se Marx ou Chaplin conseguiriam imaginar.
Publicitária, Estudante e de Ciências Sociais na UFRGS e Pós – graduanda do Curso de Especialização em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem, FAMECOS-PUCRS. E-mail: giseborges@gmail.com
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